Conexões entre a Antiga Maçonaria e a Moderna

de um ponto de vista não maçônico

Extrato da ARS Quatuor Coronatorum Vol. 1 de 1886
Pesquisa elaborada pelo irmão William J. Hughan
lida na Loja Quatuor Coronati nº 2076 em Londres
Traduzido por Samuel Benedicto

M


eu objetivo é recapitular brevemente certos fatos e inferências relativos à Maçonaria primitiva, que, em meu julgamento, devem ser suficientes para induzir um não maçom a acreditar na continuidade da Maçonaria Antiga pela Moderna. Em outras palavras, as evidências a serem apresentadas podem ser aceitas como nossa garantia para afirmar que pertencemos virtualmente à mesma sociedade que aceitou Elias Ashmole e Sir Robert Moray no século XVII, que ainda é representada pela Loja de Edimburgo, com registros desde 1599, e possivelmente por organizações ainda mais antigas.

Para provar a continuidade da Ordem durante os últimos duzentos anos, basta fazer a ponte entre (o que o irmão Gould tão apropriadamente denominou) “o período de transição”. De fato, se for possível demonstrar que as mesmas Lojas existiam imediatamente antes, durante e imediatamente após o chamado “Renascimento de 1717”, que algumas delas se uniram para formar Grandes Lojas na Inglaterra e na Escócia; que elas e suas várias filiais continuam até hoje; que, ao longo desse período, não houve interrupções na continuidade; e que, durante as mudanças agitadas do início do século passado, os mesmos membros ativos estavam ligados às Lojas participantes; o que mais pode ser necessário para ilustrar a essencial unidade da Sociedade?

Agora, isso pode ser feito? Respondo enfaticamente: Sim! As evidências são suficientes para satisfazer tanto aqueles que não pertencem à nossa Sociedade quanto aqueles que pertencem. Os fatos podem ser verificados por arqueólogos e historiadores, sejam eles maçons ou não. Da minha parte, confesso minha desconfiança em relação a qualquer evidência maçônica sobre a questão, que se baseia exclusivamente em indícios tão tênues que exigem iniciação em nossos mistérios para que seu caráter seja conhecido e apreciado.

Certamente, qualquer pessoa familiarizada com os costumes comuns dos maçons de hoje não pode deixar de se surpreender com as inúmeras semelhanças com eles, que estão espalhadas pelos livros ou manuscritos medievais das “Old Charges”.

De acordo com o Manuscrito Halliwell (século XIV, aproximadamente), o Mestre deveria ser chamado de Venerável (linhas 45-6) e deveria ser “firme e leal” (l. 89), como agora; os membros eram obrigados a agir como convém a “irmãs e irmãos” (l. 205), “amar bem a Deus”, respeitar o sigilo da sua Loja, “viver sem preocupações e conflitos” (l. 374), obrigados a “jurar o mesmo juramento” (l. 437) e passíveis de expulsão caso se tornassem rebeldes. A fim de respeitar suas antigas Regras e Ordenanças, foi-lhes recomendado que

“Oremos agora a Deus Todo-Poderoso
e a sua mãe Maria Iluminada,
para que possamos manter estes artigos aqui
e estes pontos bem presentes,
tal como fizeram estes quatro santos mártires.”

(ll. 497-501)

O Manuscrito Cooke (século XV) refere-se às leis como “escrito no Livro das Obrigações” (l. 534), sendo estas últimas lidas aos “novos homens”, tal como nos séculos subsequentes (e mesmo atualmente), que eram advertidos a “guardar em segredo o conselho de seus irmãos na Loja” (ll. 842-3).

Este pergaminho ou livro é denominado de diversas formas, como “Ordens e Constituições dos Franco-maçons” (Harl, 2054), “Livro das Constituições” (Boke of Consts., Manuscrito Wilson) e por outros títulos igualmente conhecidos, como a “Carta dos Maçons”.

No Manuscrito Cooke, ordenava-se ao Vigilante que fosse diligente e zelasse atentamente por seu Senhor durante a ausência temporária do Mestre, estando os oficiais e irmãos comprometidos a “ser fiéis ao Rei da Inglaterra e ao reino” (ll. 926–927). Este valioso pequeno livro também contém um dos primeiros usos do termo especulativo, no sentido em que o empregamos atualmente. Ao descrever algumas das realizações do Príncipe, referido como o “filho mais jovem” do rei Athelstan, declara-se: “Pois, no que concerne ao especulativo, ele era um mestre” (ll. 623–624).

Convém observar que cópias das “Old Charges” foram utilizadas nas Lojas (como comprovam os registros) até o século passado. Tal uso desses Rolos Manuscritos (abrangendo o “período de transição”) constituía uma parte necessária da cerimônia de iniciação (antes e depois da era da Grande Loja), por corpos de Franco-maçons que, ou estabeleceram, ou posteriormente se filiaram a tais órgãos governantes; e essas novas organizações continuam a empregar versões modernizadas dos “Livros das Obrigações”, como introdução a regras mais condizentes com as necessidades atuais da Fraternidade.

Até recentemente, as antigas lojas faziam da recitação das “Obrigações” uma das principais condições para a admissão legal, juntamente com o quórum prescrito para formar a loja; de modo que esses documentos podem ser considerados verdadeiros elos de ligação entre os irmãos dos séculos XV ao XVII e os dos séculos passado e atual.

O costume de tais recitais prevaleceu, mesmo quando os membros de uma Loja eram predominantemente especulativos, por exemplo, a Loja de Aberdeen de 1670, cuja lista de membros especulativos naquele ano consistia em cerca de 39 dos 49 existentes, os quais não tinham qualquer ligação com com o ofício da construção. Esta Loja, com registros daquele ano, ainda está em atividade e foi uma das cem lojas convidadas a participar da inauguração da Grande Loja da Escócia no ano de 1736.

Das três “Lojas-Cabeça” da Escócia, do século XVI, conforme registrado nos “Estatutos de Schaw” de 1599, a “primeira e principal” era a de Edimburgo (que possui uma série ininterrupta de registros desde aquele ano até 1887!). A seguinte, intitulada “Loja-Cabeça e Segunda da Escócia”, era a “Loja-Mãe Kilwinning”, que, contudo, perdeu seus registros anteriores a 1642. Já a “Loja-Cabeça e Terceira” era realizada em Stirling. Os dois primeiros continuam em atividade até hoje!

Nobres, cavalheiros, comerciantes e artesãos eram iniciados como especulativos e ocupavam cargos nessas antigas Lojas, sendo o primeiro registrado em atas oficiais John Boswell, Esquire, que esteve presente, como membro, em uma das reuniões da Antiga Loja de Edimburgo, no ano de 1600. O Conde de Cassilis (apenas Aprendiz) foi Diácono da Loja Kilwinning em 1672; Harry Elphinstone, “Tutor, de Airth”, foi Mestre da Loja de Aberdeen em 1670; e os Condes de Eglinton, Errole e muitos outros nobres eram membros durante a mesma década. Uma das mais antigas lojas maçônicas da Escócia, com registros que datam de 1674, localizada em Melrose, nunca se filiou à Grande Loja, mantendo-se livre e independente desde então até hoje!

As atas de várias lojas escocesas atestam que, durante o século XVII, muitos costumes da fraternidade eram semelhantes aos que prevalecem atualmente, vários dos quais foram habilmente descritos pelo irmão. Gould, em uma de nossas reuniões, explicou: “Cowans” eram “Maçons sem a palavra”, enquanto “Eavesdroppers” se referiam a ouvintes ocasionais. Taxas de honra deviam ser pagas na aceitação de cargos; Diáconos Adjuntos (ou Mestres) eram nomeados quando nobres aceitavam tais cargos; membros que se juntavam eram eleitos de outras Lojas; os oficiais eram obrigados a cumprir certos deveres antes de serem instalados (como ocorre atualmente na Escócia); taxas eram pagas na iniciação, as quotas trimestrais estavam em vigor, assembleias provinciais de Lojas eram realizadas, e “cartas patentes” eram emitidas para as Lojas! Muitos foram os “enxames” originários das Lojas-mães, como a Loja Canongate Kilwinning, de Edimburgo, em 1677; a “Leith and Canongate”, em 1688; e outras provenientes da “Atenas Moderna” ou de Kilwinning. A formação, no entanto, da Loja dos “Companheiros” encontrou tal oposição por parte dos Mestres de Edimburgo que nada além do “braço forte” da lei civil foi suficiente para permitir que os artífices se reunissem como irmãos, em uma Loja própria; sua proteção legal data do “Decreto Arbitral” de 1715. Ensaios eram exigidos como prova de competência, assim como nos dias de hoje os testes especulativos são obrigatórios antes do avanço.

Embora o elemento especulativo predominasse em várias Lojas do século XVII, os membros tinham que escolher suas marcas e registrá-las, assim como faziam os operativos, sem dúvida em respeito aos Estatutos de Schaw de 1598. Mesmo nessas Lojas, sua origem e caráter operativos eram reconhecidos, os aprendizes sendo vinculados a mestres do ofício, assim como nas Lojas exclusivamente operativas; e até a Grande Loja da Escócia não hesitava em vincular aprendizes para fins filantrópicos.

Por mais popular que fosse o Craft naquele século, ela tinha alguns inimigos. O Rev. James Ainslie foi questionado porque era um “Franco-maçom”, mas o Presbitério de Kelso, em 24 de fevereiro de 1652, veio em seu socorro e declarou que, “a seu ver, não há nem pecado nem escândalo naquela palavra (isto é, a ‘Palavra dos Maçons’ mencionada), porque nos tempos mais puros desta igreja, Maçons possuindo aquela palavra foram ministros; que Maçons e homens possuindo aquela palavra têm estado e estão diariamente em nossas sessões; e muitos Professores possuindo aquela palavra são diariamente admitidos às Ordenanças!” Como o Irmão Ainslie foi destituído na “Restauração”; pode-se supor que os “tempos mais puros” a que se referia abrangiam o período de 1560 a 1610, de modo que esta declaração é de valor para o século XVI.

A referência mais antiga a uma iniciação na Inglaterra de um membro especulativo, registrada em atas reais de Loja, data do ano de 1641. Em 20 de maio daquele ano, o “Excelentíssimo Sr. Robert Moray, Mestre de Quartel-General do Exército da Escócia” (como consta no registro) foi iniciado em Newcastle por membros da “Loja de Edimburgo”, que acompanhavam o Exército Escocês.

Os anais desta notável Loja testemunham que cinco gerações sucessivas da família Milne constaram de seu rol de membros, desde a quarta década do século XVII até a segunda década do século XIX, sendo que um dos Milne participou da iniciação de Sir Robert Moray; de modo que até os membros de uma única família formam uma série de vínculos pessoais entre a Maçonaria Antiga e a Moderna, abrangendo um longo período de quase 200 anos!

A próxima iniciação na Inglaterra de que temos conhecimento foi a de Elias Ashmole, que ocorreu (como ele mesmo relata em seu diário) em 16 de outubro de 1646, em Warrington. Este notável antiquário foi “feito Franco-maçom”, juntamente com o Coronel Mainwaring, em uma Loja cujos membros presentes incluíam o Vigilante e seis irmãos, a maioria (senão todos) sendo cavalheiros, segundo a excelente autoridade do Irmão William Harry Rylands.

Em 11 de março de 1682, Ashmole visitou uma Loja realizada no Masons’ Hall, em Londres, quando Sir William Wilson e mais cinco foram admitidos na “Fraternidade dos Franco-maçons”. Dos dez irmãos que compunham a Loja naquela reunião, Ashmole era o mais antigo, mas não era membro da Companhia dos Maçons, embora os outros nove irmãos o fossem, assim como dois dos neófitos. O banquete era uma característica marcante das reuniões maçônicas nos tempos antigos e, certamente, se a realização de tais festivais for algum indicativo de nossa continuidade, a evidência não falta nesse aspecto, embora hoje invertamos a ordem, como mencionado por Ashmole, ele e os membros tendo jantado ao final da cerimônia “às custas dos novos Maçons admitidos”.

Uma excelente testemunha sobre a Maçonaria durante o período que estamos tratando é o irmão Randle Holme (o terceiro), de Chester, cujas referências ao Craft em sua obra Academie of Armory (1688) são de grande valor, pois ele escreveu “como membro daquela sociedade chamada Franco-maçons”. O “Manuscrito Harleian, 2054” está em sua caligrafia, sendo uma transcrição das “Old Charges”, acompanhada de uma cópia do Livro das Obrigações de um Franco-maçom, na qual se faz menção das palavras e sinais de um Franco-maçom.

A próxima página deste importante manuscrito contém uma notável lista de nomes, evidentemente de membros de uma Loja. A primeira linha diz: “William Wade Wt se compromete a ser um Franco-maçom”, e a lista contém 26 nomes no total, incluindo Randle Holme. É a única lista desse tipo conhecida na Inglaterra. O Irmão Rylands examinou cuidadosamente todas as fontes de informação possíveis relativas a esses irmãos de Chester e provou que a maioria deles eram maçons especulativos. Seus artigos sobre “A Maçonaria no Século XVII (Warrington 1646 e Chester 1650–1700, publicados na Masonic Magazine) são dois dos mais valiosos já escritos e de grande interesse.

Mais adiante, chegamos à História Natural de Staffordshire, de Dr. Plot, 1686, na qual, embora de maneira desfavorável, a Sociedade dos Franco-maçons é mencionada de forma que, sob muitos aspectos, não deixa de descrever adequadamente a Fraternidade atual, especialmente no que se refere aos usos e regulamentos do Craft. As Lojas tinham de ser formadas por pelo menos cinco ou seis membros para atingir o quórum, sendo seguidas da apresentação de luvas e da realização de um banquete após as iniciações; o autor afirma que o efeito dos “sinais secretos” era tal que permitia aos membros “serem reconhecidos uns pelos outros em todo o país”. Sua crença na potência deles era tal que superava até mesmo a dos mais crédulos de nossa época. O “volume de pergaminho” é mencionado (chamado de Sckrole), contendo as “Obrigações e Costumes” da Fraternidade. Portanto, somos gratos ao Dr. Plot por nos dar uma visão da nossa Sociedade na Inglaterra, numa época em que não temos literalmente nenhuma evidência dos registros reais de Loja.

As atas e Manuscrito Registos Manuscritos da antiga Loja de York certamente nos ajudam um pouco, mas não muito, pois um dos primeiros registros está desaparecido há alguns anos. O “Manuscrito de York” de 1693 fornece os nomes do Vigilante e de alguns membros da Loja, possivelmente para os quais foi confeccionado; e inúmeros manuscritos na Inglaterra contêm evidências internas do uso dessas “Old Charges” para fins de Loja. As atas preservadas da Loja de York começam em 1712 e continuam até 1730, abrangendo assim também o “período de transição”. Durante esses dezoito anos, a antiga Loja transformou-se em uma Grande Loja, e embora tenha entrado em colapso logo depois, um renascimento foi iniciado em 1761 por alguns dos antigos membros, incluindo Drake, o historiador.

Temos também as Atas e Regras da Loja de Alnwick, desde 1701 (claramente não seu início), que se estendem por meio século, os membros mantendo sua independência ao longo de todo o período. Outra Loja em Gateshead, com registros desde 1725, mas sem carta patente até 1735, e ainda outra em Durham, com atas desde 1738, cuja carta, entretanto, só foi concedida em 1763, são exemplos (dentre muitos) de antigas Lojas, evidentemente ativas antes da era da Grande Loja, que não alteraram seus procedimentos por anos para se adequar à nova fase.

Em 1705, realizou-se uma antiga Loja em Scarborough, sobre a qual, com exceção do nome do presidente, sabemos lamentavelmente pouco, a menos que, de fato, a autorização para a Loja de 1729 tenha sido concedida aos seus membros.

Há também as frequentes referências às reuniões de Loja nos jornais do início do século passado, que comprovam a existência generalizada de Lojas independentes na Inglaterra, Irlanda e América, alguns de cujos membros, mediante petição, foram devidamente constituídos pelas novas organizações governantes, ocorrendo visitas entre membros sob os antigos e os novos regimes. Foram tantas, que o Tatler, em 1709, para descrever o caráter da sociedade dos “Pretty Fellows”, declara que “eles têm seus sinais e gestos como os Franco-maçons”, isso aparentemente sendo uma ilustração bem conhecida e facilmente reconhecível.

Mas não preciso dizer mais nada. As diversas obras maçônicas e histórias de Lojas publicadas nos últimos anos, cujos registros foram tornados conhecidos (começando pela Loja de Edimburgo, desde 1599, pelo Irmão D. M. Lyon) e especialmente a colossal e inestimável História da Franco-maçonaria pelo Venerável Mestre da Loja nº 207 (Irmão R. F. Gould) cujos volumes são o repertório de todos os fatos conhecidos de importância relativos à nossa sociedade secular (são, na minha opinião, suficientes para provar a continuidade da Fraternidade). Se isso não for suficiente para convencer um não-maçom da antiguidade e continuidade de nossa Sociedade, devo renunciar à tentativa em desespero. Essas evidências, em todos os casos, certamente me converteriam a essa crença, mesmo que eu não fosse maçom, e, como membro, elas me parecem justificar nossa afirmação.

Para concluir, permita-me expressar o desejo, nas palavras da Carta Maçônica de Perth de 1658, de que “enquanto o sol nascer no oriente e se pôr no ocidente, como desejaríamos que a bênção de Deus nos acompanhasse em todos os nossos caminhos e ações”, que a Maçonaria floresça como o “louro verde” e que os irmãos se tornem cada vez mais dignos de sua antiga herança e privilégios.


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Um pouco sobre William James Hughan

William James Hughan in his regalia
©Museum of Freemasonry, London

Nascido em 1841, foi iniciado na Loja St. Aubyn, Devonport, nº 954, em 1863, filiou-se à Phoenix Lodge, Truro, nº 331, em 1864, e à Fortitude Lodge, Truro, nº 131, em 1866, servindo como Mestre da última em 1868 e novamente em 1878. Foi exaltado no Capítulo “Glasgow”, nº 50, em 1865, e filiou-se ao Capítulo “Kilwinning”, Ayr, nº 80, em 1868, do qual tornou-se Z. em 1873.

Foi Membro Honorário de várias Lojas e Sociedades, tanto nacionais quanto estrangeiras, como a Associação de Maçons Veteranos da Pensilvânia, entre outras, e em 1880 foi nomeado Honorário Grande Primeiro Vigilante da Grande Loja de Quebec, honraria da qual se retirou no mesmo ano. Em 1876 recebeu o grau de Past Grande Primeiro Vigilante da Grande Loja do Egito, e desde 1872 tem sido Grande Representante do Grande Capítulo da Pensilvânia.

Além de deter o cargo de Grande Secretário, em sua própria província da Cornualha, ele recebeu, em reconhecimento às suas pesquisas maçônicas, o cargo de Grande Primeiro Diácono da Inglaterra em 1874, recusando ao mesmo tempo o cargo oferecido no Grande Capítulo, que ele, no entanto, aceitou em 1883, como Past Grande Peregrino Assistente.

Foi editor do “Devon and Cornwall Masonic Calendar” (1865–1868); criador e editor do “Cornwall Masonic Directory” (1870–1887), e além de inúmeras comunicações aos jornais maçônicos de ambos os hemisférios, sendo também autor das seguintes obras:

  • Constitutions of the Freemasons (1869);
  • History of Freemasonry in York (Kingston Masonic Annual, 1871);
  • Unpublished Records of the Craft, em um volume como Masonic Sketches (1871);
  • Old Charges of the British Freemasons (1872);
  • Memorials of the Masonic Union of December, 1813 (1874);
  • Numerical and Medallic Masonic Register (1878);
  • Origin of the English Rite of Freemasonry (1884).

Além de tudo, foi um assíduo palestrante de História Maçônica e Arqueologia Bíblica.


Análise comparativa das conexões expostas por Hughan







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